Confira alguns desafios da educação superior no Brasil

No Brasil, no México e na Colômbia, líderes educacionais e políticos estão debatendo novas questões no ensino superior e habilidades. As questões incluem a forma como as universidades podem trabalhar com as empresas para atender às necessidades críticas das pessoas em seus países, como abrir acesso sem sacrificar a qualidade e como a educação internacional pode ter um impacto real na pesquisa, e não apenas o “turismo acadêmico”.

Pedimos aos líderes superiores de educação superior em cada país que se concentrem em um debate específico em nome da região. Eles vão compartilhar suas conclusões na Going Global, a conferência anual de ensino superior internacional do Conselho Britânico, que estará em Miami em abril de 2014. O que sai dessas discussões será refletido na política e estratégia nacional em seu país de origem.

Desafios de educação superior do Brasil

No Brasil, as universidades estão lutando com o que a educação internacional deveria ter, e com que propósito deveria servir. Como o reitor da Universidade Federal do Rio Grande de Sul, disse o professor Carlos Netto, ao falar sobre os problemas da colaboração internacional: “O amor à primeira vista está bem; mas confio à primeira vista? Agora isso é muito mais difícil.

Educação superior do Brasil

Tudo isso está acontecendo em um contexto de país complexo. Pela primeira vez, nenhuma universidade brasileira aparece nas 200 maiores universidades mundiais. Isso apesar de estar a meio caminho de um dos programas de mobilidade externa mais ambiciosos do mg, o esquema Ciência sem Fronteiras do governo brasileiro, que financia 100 mil alunos de graduação e pós-graduação para as melhores universidades do mundo.

Há outros desafios. As despesas de pesquisa duplicaram nos últimos cinco anos, mas o número de patentes internacionais permanece preso em 13.800. O Brasil possui uma das economias em desenvolvimento mais rápidas do mundo, mas muitas da sua população estão fora do trabalho ou propensas a doenças debilitantes, como diabetes.

No momento, o Brasil tem mais de 2.400 universidades e cinco a seis novas instituições abrem todos os meses. Com o crescimento tão rápido, é difícil para a política do governo brasileiro acompanhar o ritmo da expansão do ensino superior. Mas, apesar da crescente população juvenil do país, não há um grande grupo de potencial talento estudantil para as universidades a partir do qual. Mais de 50% dos estudantes do ensino médio não concluem seus estudos.

Gerenciando o extraordinário crescimento do Brasil

Então, por que as universidades do Brasil não conseguiram conectar sua força de negócios com as necessidades de sua sociedade? Como o Brasil pode transformar idéias novas em soluções práticas para problemas críticos? E como os padrões de qualidade do ensino superior da nação podem manter um crescimento proporcional muito alto?

Os líderes universitários brasileiros no Diálogo Global de Educação do Conselho Britânico no Brasil disseram que a qualidade não precisa ser sacrificada para acesso em grande escala à educação. Mas, eles advertiram, será, se o crescimento for permitido continuar não gerenciado e desmarcado. Os sistemas nacionais de garantia de qualidade devem intensificar a marca, se o Brasil for atrair e reter talentos acadêmicos.

Educação superior do Brasil

Eles argumentaram que as universidades não existem apenas para promover o conhecimento, mas para responder às necessidades da sociedade. Existe um equilíbrio que deve transcender as prioridades individuais do governo, e este equilíbrio deve evoluir, em vez de ser prescrito.

A pesquisa deve ser focada nas áreas que precisam dela. Onde há dinheiro, a pesquisa seguirá, mas as empresas, o governo e a academia precisam trabalhar em conjunto para garantir que a corrida do ouro esteja na direção certa e garantir que o conhecimento seja transferido e as pesquisas voltem a entrar em novos produtos e serviços.

As decisões que tomam devem ser rápidas e inteligentes. Não apenas está parado ainda não é uma opção, mas o progresso lento também não é. O crescimento rápido é o único caminho a seguir em um mundo competitivo e desafiador.

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A questão é, quem deve assumir a liderança no gerenciamento dessa expansão? Qual o equilíbrio certo entre a autonomia das universidades e o governo orientado para o crescimento do ensino superior no Brasil? Se esses líderes educacionais brasileiros estão certos sobre essas questões, as implicações para o país são significativas e moldarão o pensamento nacional e a política sobre o ensino superior.


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